17 de fevereiro de 2013
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Os Princípios do Reiki – Conclusão e bibliografia

Com a prática dos princípios nos procedimentos terapêuticos temos tido condições de levar o cliente a perceber que, como afirma Chopra (2003, 85) “nosso corpo é suficientemente fluido para espelhar qualquer evento mental. Nada se move sem movimentar o todo”.

De fato, com o decorrer das sessões, o cliente tem percebido o quanto a forma de dirigir seus pensamentos pode interferir no seu cotidiano. Os princípios do Reiki são apresentados como uma forma de resgatar esse tipo de consciência, bem como levá-lo a acreditar que sua saúde depende em muito de seu estado mental.

Como afirma Chopra,

“Antes, a ciência declarava que somos máquinas físicas que, de alguma forma, aprenderam a pensar. Agora, desponta a ideia de que somos pensamentos que aprenderam a criar uma máquina física” (Chopra, 2003, 91).

Mais do que isso, desponta a questão da interação entre a Ciência e a Espiritualidade. Muitos autores modernos têm-se dedicado a estas questões, colocando em cheque os princípios e conceitos dessas duas formas de descrever as questões que permeiam a saúde do corpo e da mente. Coube à terapia holística assumir muitas dessas questões e hoje a Ciência começa a rever suas posturas diante da necessidade de uma abertura a esse debate. Como assinala Sheldrake,

“À medida que a ciência se liberar desse mecanismo estreito que tem sido sua camisa-de-força por tanto tempo, aproximando-se de uma visão holística da natureza, haverá muito mais possibilidades de interação fértil entre a ciência e a espiritualidade”. (Sheldrake, in Ebert, 2002, 66).

Nestas conclusões, inserimos este tema de debate como estímulo ao leitor em suas próprias constatações, apontando, assim, caminhos para o desenvolvimento posterior do tema.

Encerramos este artigo com a convicção de que a terapia proposta pela atuação da inclusão dos princípios do Reiki na prática terapêutica envolve o cliente e o coloca como coautor de sua própria busca de autorrealização, restauração e manutenção de seu equilíbrio energético. Assim, o terapeuta cumpre seu papel como facilitador da busca de autoconhecimento e, em vez de atuar apenas como interventor de procedimentos, torna-se caminho e instrumento de autorrealização de seu cliente. Os princípios lembram uma filosofia interior, um comportamento ético de vida, que gera saúde do corpo e do espírito, trazendo o que, em tese, o ser humano tem como o maior objetivo, embora nem sempre de forma consciente: Estar e Ser no mundo, pleno em sua essência, desenvolver-se espiritualmente. Que mais não seja, a meta do terapeuta é apontar o caminho e deixar que cada cliente, na medida de suas próprias convicções, busque e alcance os níveis de equilíbrio que lhe são permitidos de acordo com suas próprias escolhas interiores. Isto é, em suma, encontrar o caminho da busca interior, o caminho da Espiritualidade, que compõe, em síntese, a completude do ser humano.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CHOPRA, D. A cura quântica; o poder da mente e da consciência na busca da saúde integral. São Paulo, Best Seller, 2003.

HARMAN, W.W. ET SAHTOURIS, E. Biologia revisada. São Paulo, Cultrix, 2003.

JUNG, C. et WILHELM, R. O segredo da flor de ouro. Petrópolis, Vozes, 2001.

LeSHAN, L. O médium, o místico e o físico; por uma teoria geral da paranormalidade. São Paulo, Summus, 1994.

PETTER, F. A. Fuego Reiki. Buenos Aires, Uriel, 1998.

PETTER, F. A. Reiki: o legado do Dr. Mikao Usui. São Paulo, Ground, 2002.

PETTER, F.A., YAMAGUCHI, T. et HAYASHI, C. The Hayashi Reiki Manual. Twin Lakes, Lotus Press, 2003.

PETTER, F. A. Curso para  mestres de Reiki. Anotações de aula. Buenos Aires, 2004

SHELDRAKE, R. Do envelhecimento celular à física dos anjos: uma conversa com Rupert Sheldrake. In: EBERT, J.D. et alii. O fim da divindade mecânica; conversas sobre ciência e espiritualidade, o fim de uma era. Brasília, Ed. Teosófica, 2002.

TIBANA, P. et TIBANA, R. Entrevista sobre traduções de palavras japonesas e sobre a Era Meiji, 2006.

VINCENTINO, C. História Geral. São Paulo, Scipione, 1997.

YOSHIOKA, H. Entrevista sobre a história do Japão, 2006.

11 de janeiro de 2013
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Os Princípios do Reiki – Hito ni shinsetsu ni (seja gentil com os outros)

Ser gentil com os outros implica ser gentil com todos os seres vivos, ou seja, todas as formas de vida que se apresentam na natureza.

Sahtouris (2003, 189) observa que

se concordarmos em considerar o comportamento humano ético como aquilo em que acreditamos sinceramente, que pode nos manter saudáveis para nós mesmos, para a nossa família, para a nossa espécie e saudáveis ou pelo menos inofensivos para as outras espécies, para o ambiente e para o nosso planeta, então teremos uma bússola.”

Ainda afirma a autora:

“Cuidar dos nossos próprios interesses requer que conheçamos os interesses de todo o nosso ambiente, que significa todo o nosso planeta vivo. As nossas escolhas livres, para atender aos nossos próprios interesses de longo prazo, têm de atender também aos das outras espécies, pois o comportamento ético natural é o que contribui para a saúde de todo o sistema (Terra)” (id.ib., 188)

Cuidar para que o respeito se estabeleça e se restabeleça é fator de primordial importância para o reequilíbrio de nosso planeta. A postura pessoal incide no respeito a nós mesmos e a todas as espécies vivas, ao nosso planeta como um todo. A gentileza é uma postura que pontua a sede do respeito, da consciência de si mesmo e do outro e deve se estender a todo o ambiente que nos cerca. Este procedimento gera uma energia de força e de amor que reverte para o bem de todo o ambiente e de nós mesmos.

No sentido mais sublime oriental, a gentileza é a manifestação mais concreta do amor e frequentemente é descrita até suas últimas conseqüências, como conta a história do sadhu indiano e do escorpião: um homem se depara com um sadhu debruçado numa valeta estendendo a mão para salvar um escorpião que começava a se afogar, mas é picado por ele. Novamente, o escorpião volta para a água e novamente é salvo, custando ao sadhu, nova picada. O homem vê isto acontecer várias vezes e não se contém, dirigindo-se ao velho sábio: “por que você continua a tentar salvá-lo e a se deixar picar?” Responde o sadhu: “nada posso fazer… é de sua natureza picar e é de minha natureza salvar” (Chopra, 2003, 233-234). A gentileza demonstrada pelo velho sadhu serve-nos como uma metáfora de comportamento. Se conseguirmos neutralidade suficiente para mantermos uma postura de gentileza, não nos deixaremos influenciar pelo ambiente que nos cerca, quando ele se mostrar hostil.

Há uma unidade natural do homem com a natureza e o Cosmos, pois todos somos frutos de uma mesma fonte criadora. Em última instância, todos somos irmãos. Somente no amor universal encontramos a verdadeira paz. Assim, o exercício que este princípio nos apresenta é a manifestação do respeito, da consideração e da bondade por todos os seres. O caminho da sabedoria nos propõe o amor incondicional. O centro energético e o meridiano do coração são a sede dessa manifestação.

Aplicações terapêuticas

Além do aconselhamento que estimule a prática da gentileza, o terapeuta reikiano poderá aplicar Reiki diretamente no chakra cardíaco, utilizando o símbolo do poder e o emocional. Para os praticantes de Karuna Reiki®, aconselhamos o símbolo que atua no equilíbrio dos relacionamentos e que desenvolve bons hábitos, aplicado também no coração. Em Gendai Reiki, destacamos a técnica Bushu-Chiryo-Ho diretamente no cardíaco.

23 de dezembro de 2012
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Mensagem de Ano Novo – 2012-2013

Um novo ano evoca o término e o princípio cíclicos, que tanto caracterizam a caminhada humana.

Lembra-nos que não estamos aqui para nos acomodarmos ao que somos e “os outros que nos aceitem desse jeito mesmo”.

Não permite a estaticidade, convida ao dinamismo…

Por suas características, lembra-nos que estamos aqui, numa experiência de vida,
na qual a mudança de padrões e de princípios mostra-se como uma constante necessidade para a evolução de nosso espírito.

Enfim, vejo o Ano Novo como um mito que evoca renovação. Mostra-nos o quanto somos antigos o suficiente – pelos séculos que já vivemos – para sabermos que temos de aproveitar as experiências para sermos melhores. Ao mesmo tempo, mostra-nos o  quanto somos novos – pelos séculos que faltam ser vividos – para sabermos que não podemos sentar sobre nossos valores e deixar que a vida passe, sem arredar pé dessa acomodação fácil, muitas vezes doentia.

A idade do mundo é a nossa história.

E nossos espíritos não devem estar “aprisionados” em nossas idades terrenas.

Não há desculpa para o descaso, o descanso, a acomodação.
Não há desculpa para dizer que passou a hora da constante busca do aperfeiçoamento interior.
É hora para uma boa cutucada no divino que há em nós.

É claro… para os que estão atentos a isso…

Mostra que o ciclo se renova, assim como as vidas a serem vividas…

É a hora, portanto, de não pensarmos apenas nos festejos, nas compras e nas ceias,
mas para pensarmos no deus que somos, no divino que representamos.

Hora de uma revisão de parâmetros interiores, de não cedermos ao convite fácil
à acomodação a padrões jamais revistos, estáticos, falidos, ao convite à estagnação, à conveniência do tradicionalmente estabelecido.

Isto posto, que venha o Champagne (!!!)

E que os fogos reflitam a luz de nossas almas!!!

2 de dezembro de 2012
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Os Princípios do Reiki – Gyo-o hage me (trabalhe com afinco, cumpra seu dever)

Nosso trabalho afeta diretamente o meio que nos cerca em termos de produtividade. Por mais solitário que seja, o trabalho é, ou pretende ser, uma contribuição ao bem social ou, pelo menos, atinge de alguma forma a sociedade a que pertencemos.

O desafio que este princípio sugere consiste no exercício de uma boa relação com o trabalho. Sermos aplicados no trabalho implica sermos honestos na postura diante de nós mesmos e de nossas atividades. A meta é mantermos seriedade, correção e atitude de lealdade diante do próprio trabalho e das pessoas ligadas a ele.

Aplicações terapêuticas

Praticamente todos os centros energéticos estão comprometidos na manifestação desse exercício, pois o trabalho afeta vários aspectos de nossa vida emocional. Destacamos, no entanto, o plexo solar, o umbilical e o básico, bem como os meridianos do estômago e do fígado. Em caso de preocupações excessivas e pensamentos compulsivos, também apontamos, como centro de referência, o chakra frontal. Além de usar o aconselhamento para motivar o cliente a relacionar-se melhor com o trabalho, mostrando a importância que o trabalho tem e como atua diretamente em vários centros emocionais, sugerimos uma atuação direta principalmente no plexo solar, tendo os chakras umbilical e básico como pontos de apoio. Os símbolos do Reiki aconselhados são o símbolo do poder e o emocional. Para os praticantes de Karuna Reiki® sugerimos o símbolo responsável pelo desenvolvimento de bons hábitos e de relacionamentos (habitualmente usado no chakra cardíaco, neste caso, dirigido diretamente ao plexo solar) e o símbolo do chakra frontal, na fronte, no caso de preocupações excessivas e insônia. Para os terapeutas que se utilizam da técnica de Gendai Reiki, sugerimos ensinar ao cliente o exercício Joshin-kokyuu-ho (respiração) para trabalhar a renovação energética atuando diretamente no tanden. Caso o cliente esteja com o frontal bloqueado, sugerimos Koki-Ho e Gyoshi-Ho diretamente no local. Aconselhamos o término da sessão com Ketsueki-Kokan-Ho para restauração do equilíbrio energético. Os mestres de Karuna Reiki® podem acrescentar o símbolo do mestre, no chakra coronário, como último procedimento.

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