17 de julho de 2019
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Afinal, o que é Jikiden Reiki?

Chiyoko Sensei

Jikiden é o nome dado por Chiyoko Yamaguchi Sensei e Tadao Yamaguchi Sensei (dois japoneses, mãe e filho) que significa “ensinar exatamente como meu mestre me ensinou”. Assim, a palavra Jikiden é usada não apenas para o Reiki, mas para todas as “artes” japonesas comprometidas com a manutenção e tradição tal como foi concebida por seu fundador/idealizador.

No caso do Reiki, o que aconteceu é que Mikao Usui formou 20 Shihans (20 pessoas que teriam o direito de ensinar Reiki após sua morte). Desses 20, destacamos  Hayashi Sensei, que era médico e que por, razões históricas  foi estimulado pelo Mikao Usui Sensei a fundar uma clínica-escola de Reiki e passou a divulgar a técnica. Os motivos que levaram Dr. Hayashi a tomar essa atitude decorre que uma longa história que não cabe ser contada aqui, mas, em resumo, é bom observar que, naquela época, qualquer método ligado a cura foi proibido e perseguido, no Japão, inclusive e principalmente pelo Imperador.  Sendo médico, no entanto, Hayashi Sensei pode, livremente, não apenas aplicar Reiki em seus clientes, como criar uma escola para ensiná-lo. Daí a solicitação de Mikao Usui, já que ele era o único médico do grupo. Estaria assim, preservada tanto a prática, quanto o ensinamento, se houvesse algum impecilho por parte dos outros Shihans.

Hayashi Sensei

Após a morte de Mikao Usui Sensei, os outros Shihans se recolheram numa Associação e não foram divulgadores como Hayashi Sensei. Isto também leva a uma outra história, que poderei descrever em outro artigo. O fato é que Hayasshi Sensei teve muitos alunos, todos no Japão e no Havai. Dentre esses alunos, estava Takata Sensei, havaiana, filha de japoneses. Um outra aluna que ficou afastada do conhecimento público até 1998 (!!!) foi Chiyoko Yamaguchi Sensei.

Takata Sensei, depois da segunda guerra foi para os EUA e de lá o Reiki espalhou-se para todo o Ocidente. Espalhou-se tanto que até japoneses vieram fazer curso deste lado do mundo, achando que o Reiki tinha desaparecido do Japão. Depois da guerra, não havia noticia de que o Reiki tivesse sobrevivido naquele país. Então, o Reiki conhecido aqui era todo proveniente dos ensinamentos de Takata Sensei e de seus sucessores.

Ocorre que este Reiki, embora tenha as mesmas bases (afinal, Takata Sensei e Chiyoko Sensei foram alunas do mesmo mestre, o Dr. Hayasshi, por sua vez, aluno direto de Mikao Usui!), podemos dizer que o Reiki advindo de Takata Sensei sofreu muitas alterações, por influência da cultura ocidental e por outras razões que ainda não conhecemos de todo. Por outro lado, também foram perdidas outras informações e ensinamentos, não sabemos bem por quê, mas talvez mesmo por influência da cultura, em sua maioria, ou pela impossibilidade de serem aplicados procedimentos muito tipicamente advindos da cultura japonesa, nos EUA, após a guerra.  Esta é uma parte da história que ainda está sendo cuidadosamente pesquisada. O fato é que todas essas circunstâncias não tiraram o valor do Reiki Ocidental (já que a base é a mesma), mas ele perdeu caracterísitcas originais de suma importância, não apenas pelas modificações, como por perda de informações.

Em torno de 1998, Chiyoko Yamaguchi Sensei foi descoberta, por acaso (a história é também bem longa, pretexto para outro artigo). Ela era muito culta e morava numa aldeia no interior do Japão. Jamais deixou de fazer Reiki, mas o conhecimento estava restrito a sua família. Nunca teve intenção de ensinar. Ela não precisava trabalhar e se dedicava aos afazeres domésticos e a ajudar, através do Reiki, as pessoas que a procuravam, que eram muitas.

Tadao Sensei

Em um dos vídeos que tive oportunidade de assistir, no curso que realizei com Tadao Sensei, neste ano, em Bogotá, ela fez um depoimento de que , nos 63 anos em que viveu depois de ter conhecido o Reiki, o usou continua e diariamente, como parte de seu ser.

Quando foi descoberta, tanto o Ocidente ficou muito admirado por ela existir quanto ela mesma ficou admirada ao saber que havia Reiki no Ocidente. Só que ao ver como era o “nosso” Reiki ela admirou-se dizendo que era diferente do que ela fazia, bem como muitas coisas tinham sido acrescentadas e, outras, perdidas.

Foi um custo convencê-la a ensinar o que tinha aprendido diretamente de  Hayashi Sensei, ou seja, o Reiki “original” dado pelo Dr. Hayashi. Após, no entanto, ver como muitas coisas tinham se perdido ou modificado, ela acabou concordando. Logo a seguir, fundou o Instituto de Jikiden Reiki, com seu filho Tadao Sensei, dizendo que se comprometia a ensinar exatamente como aprendeu de Hayashi Sensei.

Arjava Sensei e eu, em uma de minhas reciclagens do Curso de Jikiden Reiki

Seus cursos, no entanto eram dados apenas a quem falasse japones, pois ela só falava esta língua e tinha medo de más interpretações de tradução, o que desvirtuaria a técnica. Meu mestre Arjava Petter é alemão, mas fala japonês fluentemente e pôde fazer o curso – foi assim que o Jikiden chegou a mim.

Atualmente, após a morte de Yamaguchi Sensei, em 2003, o representante do Instituto é seu filho Tadao Sensei. Dada a incondicional dedicação de Arjava Petter Sensei, por todos esses anos, em maio deste ano, ele foi nomeado vice-representante do Instituto, o que quer dizer que, na falta de Tadao Sensei, é ele quem responde pelo Jikiden Reiki em todo o mundo. Considero estes dois (Tadao e Petter) as pessoas que mais entendem de Jikiden Reiki no mundo, neste momento.

Fiéis às condições originais que levaram Chiyoko Sensei a aceitar ensinar Reiki, o Instituto de Jikiden assumiu as condições impostas por ela para levar adiante seus ensinamentos. Em termos gerais, podemos resumir desta forma:

1) o aluno que faz o curso se compromete a guardar os ensinamentos para si mesmo, pois apenas os instrutores qualificados pelo Instituto tem permissão para divulgar esse conhecimento. O objetivo é o de que o que se ensina não seja modificado e a tradição possa continuar viva. Isto é muito comum no modo de pensar japonês.

2) Os instrutores não tem permissão de divulgar publicamente o que sabem para não acontecer como no Reiki Ocidental que acabou sendo modificado a cada passo (de fato, na internet achamos, agora, vários tipos de Reiki, cada um com características próprias: Reiki tradicional, Reiki Kahuna e Reiki Karuna, Reiki Aché, Reiki Espada, Reiki da Deusa, Rainbow Reiki, para citar apenas alguns).

3) O Instittuto de Jikiden Reiki não é contra o Reiki Ocidental. Pelo contrário, afirma que, se a base é a mesma, todos tem o seu valor. Apenas não deseja que o que é ensinado pelo Instituto seja modificado para que possamos ter vivo o Reiki tal como foi concebido. Para isso, é preciso disciplina e rigor no ensinamento e cuidado com a divulgação. A divulgação da técnica, então, é feita só nos cursos, para os alunos que se dispoem a aprendê-la tal como foi concebida.

4) a formação do terapeuta conserva a formação dos níveis do Reiki original, tal como foi ensinado a ela pelo Hayashi Sensei: Shoden (nível do iniciante) e Okuden (nível do ensinamento mais avançado). Com estes dois níveis, o aluno aprende todas as técnicas terapêuticas, inclusive as do Reiki à distância. Outros níveis são direcionados aos que entram no caminho dos instrutores:

a) após longo aprendizado e cumprir uma série de requisitos, é possível formar-se como Shiham kaku (assistente do instrutor). O Shihan Kaku tem autorização de ensinar o nível Shoden;

b) após cumprir outros requisitos, o Shihan Kaku aguarda a autorização para atuar como Shihan. Esta autorização era dada, até maio, apenas pelo Tadao Sensei. A partir de maio, passou a ser concedida também por Arjava Petter Sensei, seu único substituto, no Instituto Jikiden Reiki.

c) Apenas Tadao Sensei e Arjava Petter Sensei podem formar Shihans-Kakus e Shihans.

Em termos gerais,creio ter conseguido apresentar o que é Jikiden Reiki, como funciona e como se apresenta acadêmica e administrativamente.

O que posso dizer é que eu o aprendi e o estudo continuamente, desde 2006. Como experiência pessoal, embora também ache que o Reiki Ocidental tem o seu valor inestimável (!!!), percebi que minha atividade terapêutica está mais consistente e tem resultados incríveis. Isto não quer dizer que seja melhor. Apenas aprendi coisas que estavam perdidas e deixei de fazer coisas desnecessárias. Em suma, é como se eu me sentisse trabalhando com a energia de forma mais direta e consistente.

Como trabalho com Reiki desde 1998, para mim é mais fácil ver a diferença do que aconteceu com o meu modo particular de trabalhar com Reiki.

Reafirmo que isso não desmerece em nada o Reiki Ocidental. Se eu achasse isso, não estaria sendo honesta com meus alunos e,  principalmente, comigo mesma, por continuar a ensiná-lo também.Apenas percebo que nem todos querem um curso de nível I de três dias e com mais profundidade. Mesmo assim, como há procedimentos do Jikiden Reiki que o próprio Instituto trouxe a público (como o uso do byosen, por exemplo), sempre que posso, introduzo noções em meus cursos de base ocidental, tal o valor que percebo estarem contidos ali.

Em termos gerais, esta é a concepção do Jikiden Reiki. Aos mais interessados, sugiro acessar o link do meu site sobre o assunto, que contem mais algumas informações:

17 de julho de 2019
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Esclarecimentos sobre a história do Jikiden Reiki

Muito se têm publicado sobre Reiki, inclusive contestações sobre a originalidade de certas técnicas e conteúdos. Este artigo tem como finalidade esclarecer alguns pontos que podem ter-se perdido na história do Reiki e que foram resgatados, aos poucos, pelas pesquisas feitas e pelos documentos que temos em mãos atualmente.

Uma das questões apresentadas é sobre o Jikiden Reiki, que advém dos conhecimentos adquiridos por Chyoko Sensei de seu mestre Hayashi Sensei.

Sabemos que Hayashi Sensei foi aluno direto de Usui Sensei e, portanto, recebeu de seu mestre os conhecimentos originais do Reiki.

A questão que se coloca foi originada, principalmente, porque sabemos que Hayashi Sensei desligou-se da Gakkai – Associação de Reiki fundada pelo próprio Usui Sensei e que teve como presidente sucessor, o Sr. Ushida. Este afastamento criou a ilusão de que teria havido uma discórdia ou desavença entre Hayashi Sensei e os demais membros da Associação, provocando seu afastamento. A partir daí, muitas histórias se criaram, inclusive, a de que Hayashi Sensei teria modificado as técnicas originais aprendidas com seu mestre, Usui Sensei. Sabemos, hoje, que isso não é verdade, mas essas histórias foram inventadas ou imaginadas no decorrer dos anos, inspiradas por esse afastamento.

O que ocorreu, na verdade, pelos documentos adquiridos posteriormente e cujas fontes são citadas no final do texto (com explicações de seus conteúdos) é que Hayashi Sensei e Ushida Sensei nunca se desentenderam. O que ocorreu, após a morte de Usui Sensei é que a Gakkai passou a apresentar dois grupos de pensamento: o primeiro, defendido pelo Sr. Ushida era o de que o grupo deveria manter-se recluso, bem como seus ensinamentos. Hayashi Sensei e outros membros, ao contrário, eram a favor de que os ensinamentos continuassem a ser divulgados, seguindo os passos de Usui Sensei, que ensinou a mais de duas mil pessoas, enquanto vivia. Se alguma desavença havia entre os dois grupos, era apenas essa e não a respeito do conteúdo do conhecimento e nem de como esses conhecimentos deveriam ser ensinados e praticados. Para que isso fosse resolvido, em comum acordo (entre Ushida Sensei e Hayashi Sensei), ficou decidido que formariam dois grupos distintos, permanecendo a Gakkai onde estava e Hayashi Sensei fundando uma clínica-escola para seguir o caminho da divulgação. Aliás, consta que Usui Sensei, apoiando-se no fato de que Hayashi Sensei era médico, incentivou-o a criar uma clínica para tratamento e divulgação do Reiki. Hayashi Sensei seguiu as orientações de seu mestre.

Isso não quer dizer que Hayashi Sensei teria fundado outra escola advinda da original e modificado seu conteúdo. Isso não é verdade e é muito fácil de ser constatado porque temos acesso aos dois manuais que eram dados aos alunos, nos seminários de Reiki: um, oferecido pelo próprio Usui Sensei, e outro, oferecido por Hayashi Sensei. Estes manuais foram publicados – e temos edições em português – através dos títulos: “Manual de Reiki do Dr. Mikao Usui” e “A técnica de Reiki do Dr. Hayashi”. Ao compararmos o conteúdo das duas obras, verificamos apenas a diferença de dois estilos: a de um médico (Dr. Hayashi), descrevendo o conteúdo das práticas e do grande estudioso (Usui Sensei) utilizando de outra linguagem para identificar o conteúdo.

O que importa salientar, portanto, é que o Reiki conservou-se tal como era em essência. E o Instituto de Jikiden Reiki busca ressaltar este fato pelo próprio significado do termo Jikiden (ensinamento original). Assim, ao contrário do que eventualmente encontramos em escritos na internet e o que dizem certos estudiosos ocidentais menos informados, não houve modificação do ensinamento do Reiki original de Usui Sensei, por parte de Hayashi Sensei. Além disso, não houve uma discórdia entre Hayashi Sensei e Ushida Sensei, provocando uma eventual separação e formação de uma nova escola de Reiki do Dr. Hayashi.

Desta forma, é necessário ressaltar que os comentários feitos ou divulgados por veículos como internet, livros ou cursos, por exemplo, devem ser levados em consideração, mas  com o cuidado de que as informações não sejam desnecessariamente distorcidas.

As informações que apresentamos, neste texto, estão baseadas nas seguintes fontes bibliográficas:

1 – Manual de Reiki do Dr. Mikao Usui, publicado por Frank Arjava Petter em coautoria com Dr. Mikao Usui. Explica-se a coautoria em razão e ser, este livro, a reprodução do manual de Reiki que Usui Sensei distribuía a seus alunos. Apenas as fotos foram introduzidas por Frank Arjava Petter. O texto é todo de autoria de Usui Sensei, com exceção dos Agradecimentos, Prefácio e Introdução, naturalmente;

2 – A técnica de Reiki do Dr. Hayashi, de Frank Arjava Petter, Tadao Yamaguchi e Chujiro Hayashi. Do mesmo modo que a indicação acima, a inclusão de Hayashi Sensei com coautoria, se justifica por ser o manual que Hayashi Sensei dava a seus alunos, com exceção das fotos, como ocorreu na obra anterior e dos capítulos 1, 2 e 3 que são testemunhos de pessoas que estiveram em contato direto com Hayashi Sensei, como foi o caso de Chiyoko Yamaguchi, por exemplo. Também inclui, no capítulo 3, um artigo publicado em 1928, de uma revista de grande circulação no Japão – Mainichi Dominical. O autor é o Senhor Shou Matsui que teve contato direto com Hayashi Sensei, tendo sido também seu aluno;

3 – Isto é Reiki, de autoria de Frank Arjava Petter. O livro é resultado de intensa pesquisa sobre as técnicas originais do Reiki, sua parte histórica, além de publicar testemunhos diretos de pessoas que foram alunas de Hayashi Sensei, como é o caso de Chiyoko Sensei. Como apêndice, o livro publica textos e entrevistas de personalidades diretamente ligadas às origens do Reiki, como é o caso de Koyama Sensei que pertenceu a Gakkai, fundada pelo próprio Usui Sensei, em 1923. Este apêndice publica o manual de Koyama Sensei. Há, também, neste apêndice um trecho do livro de Gizo Tomabechi, aluno direto de Usui Sensei. Há uma entrevista com Fumio Ogawa, que também pertenceu à Gakkai;

4 – Light on the origins of Reiki, de Tadao Yamaguchi, atual diretor do Instituto de Jikiden Reiki. O livro esclarece muitos conteúdos referentes à origem do Reiki.

17 de julho de 2019
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Perguntas mais frequentes sobre Reiki

1. O que é Reiki?

Reiki é um sistema natural de harmonização energética criado por Mikao Usui, monge budista japonês.

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2. Então o Reiki está ligado a uma religião?

Não. Apesar de Mikao Usui ter sido um monge budista nos últimos anos de sua vida, o Reiki não tem nenhuma ligação com religião. É uma técnica que favorece a restauração da saúde, a reposição energética e a harmonização interior.

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3. Quando o Reiki foi criado?

Mikao Usui fundou uma Associação de Reiki, em Tóquio, em março de 1922. A partir desta data passou a difundi-lo no Japão. Começou a ser divulgado  no Ocidente depois da segunda guerra mundial.

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4. Como funciona?

De modo geral, as aplicações são realizadas através do toque das mãos nas partes afetadas do corpo, podendo incluir leves batidas ou leves massagens. Em alguns casos, são utilizados, também, o sopro e o olhar, pois são esse os três maiores meios de transmissão dessa energia.

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5. O Reiki serve apenas para cuidar do corpo físico?

Não. O Reiki também atua sobre as emoções e há procedimentos específicos para este fim. Mikao Usui dizia que todos os problemas causados por fatores físicos ou psicológicos podem ser tratados com Reiki.

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6. O que habilita uma pessoa a poder aplicar Reiki?

Há cursos de formação como ocorre com qualquer outra terapia holística.

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7. É preciso muito tempo para poder formar-se como reikiano(a)?

Não. A técnica é muito simples. O nível I é ensinado em dois ou três dias e, com esse conhecimento, a pessoa pode sentir-se apta a fazer os primeiros tratamentos.

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8. Posso ser um terapeuta apenas com este nível?

Sim, qualquer pessoa habilitada no nível I pode atuar como terapeuta. Naturalmente, a prática e a experiência é que irão propiciar uma melhor competência e domínio da técnica.

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9. Qualquer pessoa poderia fazer este curso ou há exigências para poder habilitar-se?

Não há qualquer exigência para obter o conhecimento sobre esta técnica. Qualquer pessoa, independente de formação, cultura, religião ou idade poderá habilitar-se em Reiki.

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10.Então não é preciso conhecimentos da área médica para poder realizar o curso?

Não, não há necessidade de outros conhecimentos. Não há pré-requisito para a habilitação em Reiki.

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11.A pessoa poderá cuidar de si mesma ou apenas aprende a tratar de outras pessoas?

Mikao Usui respondia a essa pergunta, com outra: “se não podemos cuidar de nós mesmos, como poderemos cuidar dos outros?”

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12.É preciso acreditar no Reiki para que ele faça efeito?

Não, não é preciso acreditar. Basta estar disposto(a) a aplicar ou a receber a energia através do Reiki.

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13.O Reiki é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS)?

Não, não há nenhum registro nesse sentido. Muitos falam sobre o registro deste reconhecimento na Alma Ata, mas o texto não se refere ao Reiki em nenhum de seus capítulos ou artigos.

O único registro encontrado, até agora, refere-se a um texto publicado em 2001: a OMS fez um estudo sobre o atendimento de saúde no mundo e publicou um relatório: “Legal Status of Traditional Medicine and Complementary / Alternative Medicine: a Worldwide Review”.

Neste relatório, consta a palavra Reiki apenas uma vez, referindo-se a Educação e Treinamento num pequeno país Europeu, pouco conhecido, a Latvia:

“ There are a few special programmes for non-allopathic physicians intended to give them basic medical knowledge. These programmes consist of between one and two years of medical courses at a medical school. Qualification courses in the Reiki method and medical astrology are also offered.”(p.107). Este relatório é apenas descritivo. Não tem qualquer compromisso com o reconhecimento.

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14.O Reiki é reconhecido pelo Ministério da Saúde?

Como quase todos os procedimentos holísticos (shiatsu, florais, cromoterapia, aromaterapia, geoterapia) o Reiki ainda não é reconhecido pelo Ministério da Saúde, mas já há uma determinação do Ministério do Trabalho que reconhece o Reiki como uma técnica da terapia complementar, sob o número 3221: Técnicos em terapias complementares.

Além disso, pela Comissão Nacional de Classificação (CONCLA), do Ministério de Planejamento. Orçamento e Gestão, o Reiki é descrito na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE)  2.1. Seção Q – Saúde Humana e Serviços Sociais, divisão 86 – Atividades de Atenção à Saúde Humana, subclasses, com o código 8690-9/01. Mas esta classificação apenas lista o Reiki nas terapias complementares, inserido no conjunto de terapias registradas por órgãos do Ministério do Trabalho e do Ministério do Planejamento, sem qualquer propriedade que gere reconhecimento pelo Ministério da Saúde.

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15.Há pesquisas científicas que estudem os efeitos do Reiki?

Sim, em muitos países o Reiki está sendo introduzido como terapia complementar em hospitais (Alemanha, Espanha, França, Estados Unidos, por exemplo) e pesquisas estão sendo realizadas sobre seus efeitos. No Brasil, encontramos hospitais em alguns Estados que iniciam estes trabalhos.

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NOTAS BIBLIOGRÁFICAS:

Petter, Frank Arjava. Reiki, o legado do Dr. Mikao Usui. Rio de Janeiro, Ground, 2002

CONCLA: http://www.cnae.ibge.gov.br/

Classificação Brasileira de Ocupações: http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/home.jsf

17 de fevereiro de 2013
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Os Princípios do Reiki – Conclusão e bibliografia

Com a prática dos princípios nos procedimentos terapêuticos temos tido condições de levar o cliente a perceber que, como afirma Chopra (2003, 85) “nosso corpo é suficientemente fluido para espelhar qualquer evento mental. Nada se move sem movimentar o todo”.

De fato, com o decorrer das sessões, o cliente tem percebido o quanto a forma de dirigir seus pensamentos pode interferir no seu cotidiano. Os princípios do Reiki são apresentados como uma forma de resgatar esse tipo de consciência, bem como levá-lo a acreditar que sua saúde depende em muito de seu estado mental.

Como afirma Chopra,

“Antes, a ciência declarava que somos máquinas físicas que, de alguma forma, aprenderam a pensar. Agora, desponta a ideia de que somos pensamentos que aprenderam a criar uma máquina física” (Chopra, 2003, 91).

Mais do que isso, desponta a questão da interação entre a Ciência e a Espiritualidade. Muitos autores modernos têm-se dedicado a estas questões, colocando em cheque os princípios e conceitos dessas duas formas de descrever as questões que permeiam a saúde do corpo e da mente. Coube à terapia holística assumir muitas dessas questões e hoje a Ciência começa a rever suas posturas diante da necessidade de uma abertura a esse debate. Como assinala Sheldrake,

“À medida que a ciência se liberar desse mecanismo estreito que tem sido sua camisa-de-força por tanto tempo, aproximando-se de uma visão holística da natureza, haverá muito mais possibilidades de interação fértil entre a ciência e a espiritualidade”. (Sheldrake, in Ebert, 2002, 66).

Nestas conclusões, inserimos este tema de debate como estímulo ao leitor em suas próprias constatações, apontando, assim, caminhos para o desenvolvimento posterior do tema.

Encerramos este artigo com a convicção de que a terapia proposta pela atuação da inclusão dos princípios do Reiki na prática terapêutica envolve o cliente e o coloca como coautor de sua própria busca de autorrealização, restauração e manutenção de seu equilíbrio energético. Assim, o terapeuta cumpre seu papel como facilitador da busca de autoconhecimento e, em vez de atuar apenas como interventor de procedimentos, torna-se caminho e instrumento de autorrealização de seu cliente. Os princípios lembram uma filosofia interior, um comportamento ético de vida, que gera saúde do corpo e do espírito, trazendo o que, em tese, o ser humano tem como o maior objetivo, embora nem sempre de forma consciente: Estar e Ser no mundo, pleno em sua essência, desenvolver-se espiritualmente. Que mais não seja, a meta do terapeuta é apontar o caminho e deixar que cada cliente, na medida de suas próprias convicções, busque e alcance os níveis de equilíbrio que lhe são permitidos de acordo com suas próprias escolhas interiores. Isto é, em suma, encontrar o caminho da busca interior, o caminho da Espiritualidade, que compõe, em síntese, a completude do ser humano.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CHOPRA, D. A cura quântica; o poder da mente e da consciência na busca da saúde integral. São Paulo, Best Seller, 2003.

HARMAN, W.W. ET SAHTOURIS, E. Biologia revisada. São Paulo, Cultrix, 2003.

JUNG, C. et WILHELM, R. O segredo da flor de ouro. Petrópolis, Vozes, 2001.

LeSHAN, L. O médium, o místico e o físico; por uma teoria geral da paranormalidade. São Paulo, Summus, 1994.

PETTER, F. A. Fuego Reiki. Buenos Aires, Uriel, 1998.

PETTER, F. A. Reiki: o legado do Dr. Mikao Usui. São Paulo, Ground, 2002.

PETTER, F.A., YAMAGUCHI, T. et HAYASHI, C. The Hayashi Reiki Manual. Twin Lakes, Lotus Press, 2003.

PETTER, F. A. Curso para  mestres de Reiki. Anotações de aula. Buenos Aires, 2004

SHELDRAKE, R. Do envelhecimento celular à física dos anjos: uma conversa com Rupert Sheldrake. In: EBERT, J.D. et alii. O fim da divindade mecânica; conversas sobre ciência e espiritualidade, o fim de uma era. Brasília, Ed. Teosófica, 2002.

TIBANA, P. et TIBANA, R. Entrevista sobre traduções de palavras japonesas e sobre a Era Meiji, 2006.

VINCENTINO, C. História Geral. São Paulo, Scipione, 1997.

YOSHIOKA, H. Entrevista sobre a história do Japão, 2006.

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