2011-2012
2011, ano de muitas diferenças, de tantas mudanças para a maioria dos meus amigos…
Vejo em cada um a superfície de um lago e imagino suas profundezas. Sorrisos amigos à tona, mas almas tão diferentemente vivenciadas, em suas profundezas.
Que os ensinamentos deste ano tenham trazido a cada um de nós:
O viço da alma,
A luz do espírito,
O sorriso interior.
Que nos tenham ensinado a desprezar:
a superficialidade nos encontros,
o egocentrismo,
o cômodo desfazer-se dos compromissos da alma.
Que 2012 floresça com a convicção de que seremos melhores, mais inteiros, mais preparados e capazes de usufruirmos do convívio que nos cerca, mais intimamente comprometidos com os desígnios de nosso espírito.
Que nossos olhares se voltem para as verdadeiras razões de nossa existência.
Brindemos a ele!
Que chegue cheio de novas e indescritíveis vivências;
Brindemos a nós,
desejando que estejamos preparados para sermos dignos desses novos dias.
Perguntas mais frequentes sobre Reiki
1. O que é Reiki?
Reiki é um sistema natural de harmonização energética criado por Mikao Usui, monge budista japonês.
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2. Então o Reiki está ligado a uma religião?
Não. Apesar de Mikao Usui ter sido um monge budista nos últimos anos de sua vida, o Reiki não tem nenhuma ligação com religião. É uma técnica que favorece a restauração da saúde, a reposição energética e a harmonização interior.
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3. Quando o Reiki foi criado?
Mikao Usui fundou uma Associação de Reiki, em Tóquio, em março de 1922. A partir desta data passou a difundi-lo no Japão. Começou a ser divulgado no Ocidente depois da segunda guerra mundial.
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4. Como funciona?
De modo geral, as aplicações são realizadas através do toque das mãos nas partes afetadas do corpo, podendo incluir leves batidas ou leves massagens. Em alguns casos, são utilizados, também, o sopro e o olhar, pois são esse os três maiores meios de transmissão dessa energia.
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5. O Reiki serve apenas para cuidar do corpo físico?
Não. O Reiki também atua sobre as emoções e há procedimentos específicos para este fim. Mikao Usui dizia que todos os problemas causados por fatores físicos ou psicológicos podem ser tratados com Reiki.
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6. O que habilita uma pessoa a poder aplicar Reiki?
Há cursos de formação como ocorre com qualquer outra terapia holística.
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7. É preciso muito tempo para poder formar-se como reikiano(a)?
Não. A técnica é muito simples. O nível I é ensinado em dois ou três dias e, com esse conhecimento, a pessoa pode sentir-se apta a fazer os primeiros tratamentos.
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8. Posso ser um terapeuta apenas com este nível?
Sim, qualquer pessoa habilitada no nível I pode atuar como terapeuta. Naturalmente, a prática e a experiência é que irá propiciar uma melhor competência e domínio da técnica.
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9. Qualquer pessoa poderia fazer este curso ou há exigências para poder habilitar-se?
Não há qualquer exigência para obter o conhecimento sobre esta técnica. Qualquer pessoa, independente de formação, cultura, religião ou idade poderá habilitar-se em Reiki.
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10.Então não é preciso conhecimentos da área médica para poder realizar o curso?
Não, não há necessidade de outros conhecimentos. Não há pré-requisito para a habilitação em Reiki.
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11.A pessoa poderá cuidar de si mesma ou apenas aprende a tratar de outras pessoas?
Mikao Usui respondia a essa pergunta, com outra: “se não podemos cuidar de nós mesmos, como poderemos cuidar dos outros?”
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12.É preciso acreditar no Reiki para que ele faça efeito?
Não, não é preciso acreditar. Basta estar disposto(a) a aplicar ou a receber a energia através do Reiki.
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13.O Reiki é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS)?
Não, não há nenhum registro nesse sentido. Muitos falam sobre o registro deste reconhecimento na Alma Ata, mas o texto não se refere ao Reiki em nenhum de seus capítulos ou artigos.
O único registro encontrado, até agora, refere-se a um texto publicado em 2001: a OMS fez um estudo sobre o atendimento de saúde no mundo e publicou um relatório: “Legal Status of Traditional Medicine and Complementary / Alternative Medicine: a Worldwide Review”.
Neste relatório, consta a palavra Reiki apenas uma vez, referindo-se a Educação e Treinamento num pequeno país Europeu, pouco conhecido, a Latvia:
“ There are a few special programmes for non-allopathic physicians intended to give them basic medical knowledge. These programmes consist of between one and two years of medical courses at a medical school. Qualification courses in the Reiki method and medical astrology are also offered.”(p.107). Este relatório é apenas descritivo. Não tem qualquer compromisso com o reconhecimento.
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14.O Reiki é reconhecido pelo Ministério da Saúde?
Como quase todos os procedimentos holísticos (shiatsu, florais, cromoterapia, aromaterapia, geoterapia) o Reiki ainda não é reconhecido pelo Ministério da Saúde, mas já há uma determinação do Ministério do Trabalho que reconhece o Reiki como uma técnica da terapia complementar, sob o número 3221: Técnicos em terapias complementares.
Além disso, pela Comissão Nacional de Classificação (CONCLA), do Ministério de Planejamento. Orçamento e Gestão, o Reiki é descrito na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) 2.1. Seção Q – Saúde Humana e Serviços Sociais, divisão 86 – Atividades de Atenção à Saúde Humana, subclasses, com o código 8690-9/01. Mas esta classificação apenas lista o Reiki nas terapias complementares, inserido no conjunto de terapias registradas por órgãos do Ministério do Trabalho e do Ministério do Planejamento, sem qualquer propriedade que gere reconhecimento pelo Ministério da Saúde.
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15.Há pesquisas científicas que estudem os efeitos do Reiki?
Sim, em muitos países o Reiki está sendo introduzido como terapia complementar em hospitais (Alemanha, Espanha, França, Estados Unidos, por exemplo) e pesquisas estão sendo realizadas sobre seus efeitos. No Brasil, encontramos hospitais em alguns Estados que iniciam estes trabalhos.
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NOTAS BIBLIOGRÁFICAS:
Petter, Frank Arjava. Reiki, o legado do Dr. Mikao Usui. Rio de Janeiro, Ground, 2002
CONCLA: http://www.cnae.ibge.gov.br/
Classificação Brasileira de Ocupações: http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/home.jsf
Japão, por Monja Coen
Quando voltei ao Brasil, depois de residir doze anos no Japão me incumbi da difícil missão de transmitir o que mais me impressionou do povo Japonês: kokoro.
Kokoro ou Shin significa coração-mente-essência.
Como educar pessoas a ter sensibilidade suficiente para sair de si mesmas, de suas necessidades pessoais e se colocar a serviço e à disposição do grupo, das outras pessoas, da natureza ilimitada?
Outra palavra gaman: aguentar, suportar. Educação para ser capaz de suportar dificuldades e supera-las.
Assim, os eventos de 11 de março no Nordeste japonês surpreenderam o mundo de duas maneiras.
A primeira pela violência do tsunami e dos vários terremotos, bem como dos perigos de radiação das usinas nucleares de Fukushima.
A segunda pela disciplina, ordem, dignidade, paciência, honra e respeito de todas as vítimas.
Filas de pessoas passando baldes cheios e vazios, de uma piscina para os banheiros.
Nos abrigos, a surpresa das repórteres norte americanas: ninguém queria tirar vantagem sobre ninguém. Compartilhavam cobertas, alimentos, dores, saudades, preocupações, massagens. Cada qual se mantinha em sua área. As crianças não faziam algazarra, não corriam e gritavam, mas se mantinham no espaço que a família havia reservado.
Não furaram as filas para assistência médica? Quantas pessoas necessitando de remédios perdidos- mas esperaram sua vez também para receber água, usar o telefone, receber atenção médica, alimentos, roupas e escalda-pés singelos, com pouquíssima água.
Compartilharam também do resfriado, da falta de água para higiene pessoal e coletiva, da fome, da tristeza, da dor, das perdas de verduras, leite, da morte.
Nos supermercados lotados e esvaziados de alimentos, não houve saques.
Houve a resignação da tragédia e o agradecimento pelo pouco que recebiam. Ensinamento de Buda, hoje enraizado na cultura e chamado de kansha no kokoro: coração de gratidão
Sumimasen é outra palavra chave. Desculpe, sinto muito, com licença
Por vezes me parecia que as pessoas pediam desculpas por viver.
Desculpe causar preocupação, desculpe incomodar, desculpe precisar falar com você ou tocar à sua porta. Desculpe pela minha dor, pelas minhas lágrimas, pela minha passagem, pela preocupação que estamos causando ao mundo. Sumimasem.
Quando temos humildade e respeito pensamos nos outros, nos seus sentimentos, necessidades. Quando cuidamos da vida como um todo, somos cuidadas e respeitadas.
O inverso não é verdadeiro: se pensar primeiro em mim e só cuidar de mim, perderei. Cada um de nós cada uma de nós é o todo manifesto.
Acompanhando as transmissões na TV e na Internet pude pressentir a atenção e cuidado com quem estaria assistindo: mostrar a realidade, sem ofender, sem estarrecer, sem causar pânico. As vítimas
encontradas, vivas ou mortas eram gentilmente cobertas pelos grupos de resgate e delicadamente transportadas quer para as tendas do exército, que serviam de hospital, quer para as ambulâncias,
helicópteros, barcos, que os levariam a hospitais.
Análise da situação por especialistas, informações incessantes a toda população pelos oficiais do governo e a no磯 bem estabelecida de que somos um sé povo e um só país.
Telefonei várias vezes aos templos por onde passei e recebi telefonemas. Diziam-me do exagero das notícias internacionais, da confiança nas soluções que seriam encontradas e todos me pediram que
não cancelasse nossa viagem em Julho próximo.
Aprendemos com essa tragédia o que Buda ensinou há dois mil e quinhentos anos: a vida é transitória, nada é seguro neste mundo, tudo pode ser destruído em um instante e reconstruído novamente.
Reafirmando a Lei da Causalidade podemos perceber como tudo está interligado e que nós humanos não somos e jamais seremos capazes de salvar a Terra. O planeta tem seu próprio movimento e vida. Estamos na superfície, na casquinha mais fina. Os movimentos das placas tectônicas não tem a ver com sentimentos humanos, com divindades, vinganças ou castigos. O que podemos fazer é cuidar da pequena camada produtiva, da água, do solo e do ar que respiramos. E isso já é uma tarefa e tanto.
Aprendemos com o povo japonês que a solidariedade leva à ordem, que a paciência leva à tranquilidade e que o sofrimento compartilhado leva reconstrução.
Esse exemplo de solidariedade, de bravura, dignidade, de humildade, de respeito aos vivos e aos mortos ficará impresso em todos que acompanharam os eventos que se seguiram a 11 de março
Minhas preces, meus respeitos, minha ternura e minha imensa tristeza em testemunhar tanto sofrimento e tanta dor de um povo que aprendi a amar e respeitar.
Havia pessoas suas conhecidas na tragédia?, me perguntaram. E posso dizer: todas. Todas eram e são pessoas de meu conhecimento. Com elas aprendi a orar, a ter fé, paciência, persistência. Aprendi a
respeitar meus ancestrais e a linhagem de Budas.
Mãos em prece (gassho)
Monja Coen
Conto de ano novo: Quero meus direitos de volta!
Enquanto olhamos para fora, para a crítica da mídia, do sistema, do planeta, do isso e do aquilo, quem sabe, não estejamos, antes de tudo, mascarando os direitos mais profundos e internos de nossa própria vida, aquilo sobre o que podemos decidir sobre nós mesmos, antes de decidirmos sobre o que existe fora de nós.
Não sou contra a luta social, muito pelo contrário. Na juventude fiz passeatas, participei de greves, vesti camisas, me arrisquei a perder o emprego, mas não deixei por menos: fiz. Não me arrependo, era a hora de fazer e até me orgulho disso.
Mas há direitos que não podemos deixar de resgatar se os perdemos… e isso acontece com uma indescritível freqüência, um direito que nos foi dado, quando viemos ao mundo. Na maioria das vezes, o perdemos no bulício do cotidiano, da juventude, do trabalho, dos vieses da vida. Deixamos de lado a voz de nosso coração, somos racionais, práticos demais… ou somos excessivamente emocionais, apaixonados, impulsivos. Tudo certo. Tudo válido. Mas, muitas vezes, acabamos perdendo nosso rumo interior, na medida descompassada da mente e do coração.
Sempre tivemos os mais importantes dos direitos: os direitos que asseguram nosso livre arbítrio. Mas, quase sempre, nos esquecemos de que eles existem com a finalidade única e imprescindível de nos tornarmos aptos a lutar por nossa saudável felicidade.
O que me faz escrever isso hoje é uma soma incalculável de mostras de tanta infelicidade a minha volta, tanta dor, às vezes, tanto sofrimento interior. Também das minhas dores, não me excluo disso. Mas talvez esteja mais consciente agora do que antes.
E é por isso mesmo que faço um convite, por que não? Não há nada a perder, pelo contrário!
Se as coisas não andam como você deseja, que tal fazer uma passeata interior, entrar em greve de “vida” e gritar para você mesmo ou mesma:
QUERO MEUS DIREITOS DE VOLTA!
O melhor da história é que eles estão ao seu alcance, é só você se dar conta disso… e tomar as atitudes corretas. Quem sabe, sua vida dê uma reviravolta saudável a partir daí e, se você não está bem, é hora de começar a escrever o seu novo conto, seu verdadeiro conto de vida.
Muitas vezes, a mudança nem se dá no cotidiano exterior. O mais importante é o que vai na sua alma. Outras vezes, a mudança é mesmo total e muda tudo: o de fora para mudar o de dentro. Foi assim que aconteceu comigo. Mas não importa qual seja o seu caminho. Você veio com o direito de ser feliz. O problema é saber encontrar como… e… quem sabe, é bem mais fácil do que você imagina. Simplifique. A grande e maior sabedoria é tão simples que, muitas vezes, não conseguimos alcançá-la!… Não se iluda, ouça sua voz interior. Seja fiel a ela. É uma boa pista. Talvez a melhor.
Tente. Quem sabe a felicidade esteja a sua porta, na porta interior de sua alma. Ninguém usurpa os direitos de alma de ninguém. Se não os tem, ou melhor, se não os percebe vivos, faço este convite, de amiga, de mãe, de irmã, de alguém que te quer ver feliz porque também lutou por preservar a própria felicidade.
Lute por você: tenha seus direitos de volta!
Lutar por eles foi, um dia, o mais importante e verdadeiro conto da minha vida.


