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	<title>Blog . Portal de Reiki &#187; Artigos</title>
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	<description>Espaço com informações sobre Reiki e outras atividades holísticas.</description>
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		<title>2011-2012</title>
		<link>http://www.portaldereiki.com.br/blog/2011/12/2011-2012/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 02:47:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eulalia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[2011, ano de muitas diferenças, de tantas mudanças para a maioria dos meus amigos&#8230; Vejo em cada um a superfície de um lago e imagino suas profundezas. Sorrisos amigos à tona, mas almas tão diferentemente vivenciadas, em suas profundezas. Que os ensinamentos deste ano tenham trazido a cada um de nós: O viço da alma, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #008080;"><a rel="attachment wp-att-1302" href="http://www.portaldereiki.com.br/blog/2011/12/2011-2012/acude-da-solidao-2/"><img class="alignleft size-medium wp-image-1302" title="Açude da Solidão 2" src="http://www.portaldereiki.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Açude-da-Solidão-2-250x187.jpg" alt="" width="201" height="146" /></a></span></p>
<p><span style="color: #008080;">2011, ano de muitas diferenças, de tantas mudanças para a maioria dos meus amigos&#8230;<br />
</span><span style="color: #008080;"><br />
Vejo em cada um a superfície de um lago e imagino suas profundezas. Sorrisos amigos à tona, mas almas tão diferentemente vivenciadas, em suas profundezas. </span></p>
<p><span style="color: #008080;">Que os ensinamentos deste ano tenham trazido a cada um de nós:<br />
O viço da alma,<br />
A luz do espírito,<br />
O sorriso interior.</span></p>
<p><span style="color: #008080;">Que nos tenham ensinado a desprezar:<br />
a superficialidade nos encontros,<br />
o egocentrismo,<br />
o cômodo desfazer-se dos compromissos da alma.</span></p>
<p><span style="color: #008080;">Que 2012 floresça com a convicção de que seremos melhores, mais inteiros, mais preparados e capazes de usufruirmos do convívio que nos cerca, mais intimamente comprometidos com os desígnios de nosso espírito.</span></p>
<p><span style="color: #008080;">Que nossos olhares se voltem para as verdadeiras razões de nossa existência.</span></p>
<p><span style="color: #008080;">Brindemos a ele!<br />
Que chegue cheio de novas e indescritíveis vivências;<br />
Brindemos a nós,<br />
desejando que estejamos preparados para sermos dignos desses novos dias.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Perguntas mais frequentes sobre Reiki</title>
		<link>http://www.portaldereiki.com.br/blog/2011/10/perguntas-mais-frequentes-sobre-reiki/</link>
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		<pubDate>Sun, 30 Oct 2011 14:50:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eulalia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[1. O que é Reiki? Reiki é um sistema natural de harmonização energética criado por Mikao Usui, monge budista japonês. . 2. Então o Reiki está ligado a uma religião? Não. Apesar de Mikao Usui ter sido um monge budista nos últimos anos de sua vida, o Reiki não tem nenhuma ligação com religião. É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>1. O que é Reiki?</p>
<p>Reiki é um sistema natural de harmonização energética criado por Mikao Usui, monge budista japonês.</p>
<p>.</p>
<p>2. Então o Reiki está ligado a uma religião?</p>
<p>Não. Apesar de Mikao Usui ter sido um monge budista nos últimos anos de sua vida, o Reiki não tem nenhuma ligação com religião. É uma técnica que favorece a restauração da saúde, a reposição energética e a harmonização interior.</p>
<p>.</p>
<p>3. Quando o Reiki foi criado?</p>
<p>Mikao Usui fundou uma Associação de Reiki, em Tóquio, em março de 1922. A partir desta data passou a difundi-lo no Japão. Começou a ser divulgado  no Ocidente depois da segunda guerra mundial.</p>
<p>.</p>
<p>4. Como funciona?</p>
<p>De modo geral, as aplicações são realizadas através do toque das mãos nas partes afetadas do corpo, podendo incluir leves batidas ou leves massagens. Em alguns casos, são utilizados, também, o sopro e o olhar, pois são esse os três maiores meios de transmissão dessa energia.</p>
<p>.</p>
<p>5. O Reiki serve apenas para cuidar do corpo físico?</p>
<p>Não. O Reiki também atua sobre as emoções e há procedimentos específicos para este fim. Mikao Usui dizia que todos os problemas causados por fatores físicos ou psicológicos podem ser tratados com Reiki.</p>
<p>.</p>
<p>6. O que habilita uma pessoa a poder aplicar Reiki?</p>
<p>Há cursos de formação como ocorre com qualquer outra terapia holística.</p>
<p>.</p>
<p>7. É preciso muito tempo para poder formar-se como reikiano(a)?</p>
<p>Não. A técnica é muito simples. O nível I é ensinado em dois ou três dias e, com esse conhecimento, a pessoa pode sentir-se apta a fazer os primeiros tratamentos.</p>
<p>.</p>
<p>8. Posso ser um terapeuta apenas com este nível?</p>
<p>Sim, qualquer pessoa habilitada no nível I pode atuar como terapeuta. Naturalmente, a prática e a experiência é que irá propiciar uma melhor competência e domínio da técnica.</p>
<p>.</p>
<p>9. Qualquer pessoa poderia fazer este curso ou há exigências para poder habilitar-se?</p>
<p>Não há qualquer exigência para obter o conhecimento sobre esta técnica. Qualquer pessoa, independente de formação, cultura, religião ou idade poderá habilitar-se em Reiki.</p>
<p>.</p>
<p>10.Então não é preciso conhecimentos da área médica para poder realizar o curso?</p>
<p>Não, não há necessidade de outros conhecimentos. Não há pré-requisito para a habilitação em Reiki.</p>
<p>.</p>
<p>11.A pessoa poderá cuidar de si mesma ou apenas aprende a tratar de outras pessoas?</p>
<p>Mikao Usui respondia a essa pergunta, com outra: <em>&#8220;se não podemos cuidar de nós mesmos, como poderemos cuidar dos outros?&#8221;</em></p>
<p>.</p>
<p>12.É preciso acreditar no Reiki para que ele faça efeito?</p>
<p>Não, não é preciso acreditar. Basta estar disposto(a) a aplicar ou a receber a energia através do Reiki.</p>
<p>.</p>
<p>13.O Reiki é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS)?</p>
<p>Não, não há nenhum registro nesse sentido. Muitos falam sobre o registro deste reconhecimento na Alma Ata, mas o texto não se refere ao Reiki em nenhum de seus capítulos ou artigos.</p>
<p>O único registro encontrado, até agora, refere-se a um texto publicado em 2001: a OMS fez um estudo sobre o atendimento de saúde no mundo e publicou um relatório: “Legal Status of Traditional Medicine and Complementary / Alternative Medicine: a Worldwide Review”.</p>
<p>Neste relatório, consta a palavra Reiki apenas uma vez, referindo-se a Educação e Treinamento num pequeno país Europeu, pouco conhecido, a Latvia:</p>
<p><em>“ There are a few special programmes for non-allopathic physicians intended to give them basic medical knowledge. These programmes consist of between one and two years of medical courses at a medical school. Qualification courses in the Reiki method and medical astrology are also offered.”(p.107). </em>Este relatório é apenas descritivo. Não tem qualquer compromisso com o reconhecimento.</p>
<p><em>.</em></p>
<p>14.O Reiki é reconhecido pelo Ministério da Saúde?</p>
<p>Como quase todos os procedimentos holísticos (shiatsu, florais, cromoterapia, aromaterapia, geoterapia) o Reiki ainda não é reconhecido pelo Ministério da Saúde, mas já há uma determinação do Ministério do Trabalho que reconhece o Reiki como uma técnica da terapia complementar, sob o número 3221: Técnicos em terapias complementares.</p>
<p>Além disso, pela Comissão Nacional de Classificação (CONCLA), do Ministério de Planejamento. Orçamento e Gestão, o Reiki é descrito na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE)  2.1. Seção Q – Saúde Humana e Serviços Sociais, divisão 86 – Atividades de Atenção à Saúde Humana, subclasses, com o código 8690-9/01. Mas esta classificação apenas lista o Reiki nas terapias complementares, inserido no conjunto de terapias registradas por órgãos do Ministério do Trabalho e do Ministério do Planejamento, sem qualquer propriedade que gere reconhecimento pelo Ministério da Saúde.</p>
<p>.</p>
<p>15.Há pesquisas científicas que estudem os efeitos do Reiki?</p>
<p>Sim, em muitos países o Reiki está sendo introduzido como terapia complementar em hospitais (Alemanha, Espanha, França, Estados Unidos, por exemplo) e pesquisas estão sendo realizadas sobre seus efeitos. No Brasil, encontramos hospitais em alguns Estados que iniciam estes trabalhos.</p>
<p>.</p>
<p>NOTAS BIBLIOGRÁFICAS:</p>
<p>Petter, Frank Arjava. Reiki, o legado do Dr. Mikao Usui. Rio de Janeiro, Ground, 2002</p>
<p>CONCLA: <a href="http://www.cnae.ibge.gov.br/">http://www.cnae.ibge.gov.br/</a></p>
<p>Classificação Brasileira de Ocupações: <a href="http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/home.jsf">http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/home.jsf</a></p>
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		<title>Japão, por Monja Coen</title>
		<link>http://www.portaldereiki.com.br/blog/2011/04/japao-por-monja-coen/</link>
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		<pubDate>Tue, 12 Apr 2011 09:15:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eulalia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando voltei ao Brasil, depois de residir doze anos no Japão me incumbi da difícil missão de transmitir o que mais me impressionou do povo Japonês:    kokoro. Kokoro ou Shin significa coração-mente-essência. Como educar pessoas a ter sensibilidade suficiente para sair de si mesmas, de suas necessidades pessoais e se colocar a serviço e à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando voltei ao Brasil, depois de residir doze anos no Japão me incumbi da difícil missão de transmitir o que mais me impressionou do povo Japonês:    kokoro.</p>
<p>Kokoro ou Shin significa coração-mente-essência.</p>
<p>Como educar pessoas a ter sensibilidade suficiente para sair de si mesmas, de suas necessidades pessoais e se colocar a serviço e à disposição do grupo, das outras pessoas, da natureza ilimitada?</p>
<p>Outra palavra gaman: aguentar, suportar. Educação para ser capaz de suportar dificuldades e supera-las.</p>
<p>Assim, os eventos de 11 de março no Nordeste japonês surpreenderam o mundo de duas maneiras.</p>
<p>A primeira pela violência do tsunami e dos vários terremotos, bem como dos perigos de radiação das usinas nucleares de Fukushima.</p>
<p>A segunda pela disciplina, ordem, dignidade, paciência, honra e respeito de todas as vítimas.</p>
<p>Filas de pessoas passando baldes cheios e vazios, de uma piscina para os banheiros.</p>
<p>Nos abrigos, a surpresa das repórteres norte americanas: ninguém queria tirar vantagem sobre ninguém. Compartilhavam cobertas, alimentos, dores, saudades, preocupações, massagens. Cada qual se mantinha em sua área. As crianças não faziam algazarra, não corriam e gritavam, mas se mantinham no espaço que a família havia reservado.</p>
<p>Não furaram as filas para assistência médica? Quantas pessoas necessitando de remédios perdidos- mas esperaram sua vez também para receber água, usar o telefone, receber atenção médica, alimentos, roupas e escalda-pés singelos, com pouquíssima água.</p>
<p>Compartilharam também do resfriado, da falta de água para higiene pessoal e coletiva, da fome, da tristeza, da dor, das perdas de verduras, leite, da morte.</p>
<p>Nos supermercados lotados e esvaziados de alimentos, não houve saques.<br />
Houve a resignação da tragédia e o agradecimento pelo pouco que recebiam. Ensinamento de Buda, hoje enraizado na cultura e chamado de kansha no kokoro: coração de gratidão</p>
<p>Sumimasen é  outra palavra chave. Desculpe, sinto muito, com licença<br />
Por vezes me parecia que as pessoas pediam desculpas por viver.<br />
Desculpe causar preocupação, desculpe incomodar, desculpe precisar falar com você ou tocar à sua porta. Desculpe pela minha dor, pelas minhas lágrimas, pela minha passagem, pela preocupação que estamos causando ao mundo. Sumimasem.</p>
<p>Quando temos humildade e respeito pensamos nos outros, nos seus sentimentos, necessidades. Quando cuidamos da vida como um todo, somos cuidadas e respeitadas.</p>
<p>O inverso não é verdadeiro: se pensar primeiro em mim e só cuidar de mim, perderei. Cada um de nós cada uma de nós é o todo manifesto.</p>
<p>Acompanhando as transmissões na TV e na Internet pude pressentir a atenção e cuidado com quem estaria assistindo: mostrar a realidade, sem ofender, sem estarrecer, sem causar pânico. As vítimas<br />
encontradas, vivas ou mortas eram gentilmente cobertas pelos grupos de resgate e delicadamente transportadas quer para as tendas do exército, que serviam de hospital, quer para as ambulâncias,<br />
helicópteros, barcos, que os levariam a hospitais.</p>
<p>Análise da situação por especialistas, informações incessantes a toda população pelos oficiais do governo e a no磯 bem estabelecida de que somos um sé povo e um só país.</p>
<p>Telefonei várias vezes aos templos por onde passei e recebi telefonemas. Diziam-me do exagero das notícias internacionais, da confiança nas soluções que seriam encontradas e todos me pediram que<br />
não cancelasse nossa viagem em Julho próximo.</p>
<p>Aprendemos com essa tragédia o que Buda ensinou há dois mil e quinhentos anos: a vida é transitória, nada é seguro neste mundo, tudo pode ser destruído em um instante e reconstruído novamente.</p>
<p>Reafirmando a Lei da Causalidade podemos perceber como tudo está interligado e que nós humanos não somos e jamais seremos capazes de salvar a Terra. O planeta tem seu próprio movimento e vida. Estamos na superfície, na casquinha mais fina. Os movimentos das placas tectônicas não tem a ver com sentimentos humanos, com divindades, vinganças ou castigos. O que podemos fazer é cuidar da pequena camada produtiva, da água, do solo e do ar que respiramos. E isso já é uma tarefa e tanto.</p>
<p>Aprendemos com o povo japonês que a solidariedade leva à ordem, que a paciência leva à tranquilidade e que o sofrimento compartilhado leva reconstrução.</p>
<p>Esse exemplo de solidariedade, de bravura, dignidade, de humildade, de respeito aos vivos e aos mortos ficará impresso em todos que acompanharam os eventos que se seguiram a 11 de março</p>
<p>Minhas preces, meus respeitos, minha ternura e minha imensa tristeza em testemunhar tanto sofrimento e tanta dor de um povo que aprendi a amar e respeitar.</p>
<p>Havia pessoas suas conhecidas na tragédia?, me perguntaram. E posso dizer: todas. Todas eram e são pessoas de meu conhecimento. Com elas aprendi a orar, a ter fé, paciência, persistência. Aprendi a<br />
respeitar meus ancestrais e a linhagem de Budas.</p>
<p>Mãos em prece (gassho)</p>
<p>Monja Coen</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Conto de ano novo: Quero meus direitos de volta!</title>
		<link>http://www.portaldereiki.com.br/blog/2010/12/conto-de-ano-novo-quero-meus-direitos-de-volta/</link>
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		<pubDate>Thu, 30 Dec 2010 17:40:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eulalia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto olhamos para fora, para a crítica da mídia, do sistema, do planeta, do isso e do aquilo, quem sabe, não estejamos, antes de tudo, mascarando os direitos mais profundos e internos de nossa própria vida, aquilo sobre o que podemos decidir sobre nós mesmos, antes de decidirmos sobre o que existe fora de nós. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #008080;"><a rel="attachment wp-att-784" href="http://www.portaldereiki.com.br/blog/?attachment_id=784"></a></span></p>
<p><span style="color: #008080;"><a rel="attachment wp-att-791" href="http://www.portaldereiki.com.br/blog/2010/12/conto-de-ano-novo-quero-meus-direitos-de-volta/foto-para-blog-borboleta-quero-meus-direitos-de-volta-copia/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-791" title="Foto para blog borboleta Quero meus direitos de volta cópia" src="http://www.portaldereiki.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/12/Foto-para-blog-borboleta-Quero-meus-direitos-de-volta-cópia-250x187.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a></span></p>
<p><span style="color: #008080;">Enquanto olhamos para fora, para a crítica da mídia, do sistema, do planeta, do isso e do aquilo, quem sabe, não estejamos, antes de tudo, mascarando os direitos mais profundos e internos de nossa própria vida, aquilo sobre o que podemos decidir sobre nós mesmos, antes de decidirmos sobre o que existe fora de nós.</span></p>
<p><span style="color: #008080;">Não sou contra a luta social, muito pelo contrário. Na juventude fiz passeatas, participei de greves, vesti camisas, me arrisquei a perder o emprego, mas não deixei por menos: fiz. Não me arrependo, era a hora de fazer e até me orgulho disso.</span></p>
<p><span style="color: #008080;">Mas há direitos que não podemos deixar de resgatar se os perdemos&#8230; e isso acontece com uma indescritível freqüência, um direito que nos foi dado, quando viemos ao mundo. Na maioria das vezes, o perdemos no bulício do cotidiano, da juventude, do trabalho, dos vieses da vida. Deixamos de lado a voz de nosso coração, somos racionais, práticos demais&#8230; ou somos excessivamente emocionais, apaixonados, impulsivos. Tudo certo. Tudo válido. Mas, muitas vezes, acabamos perdendo nosso rumo interior, na medida descompassada da mente e do coração.</span></p>
<p><span style="color: #008080;">Sempre tivemos os mais importantes dos direitos: os direitos que asseguram nosso livre arbítrio. Mas, quase sempre, nos esquecemos de que eles existem com a finalidade única e imprescindível de nos tornarmos aptos a lutar por nossa saudável felicidade.</span></p>
<p><span style="color: #008080;">O que me faz escrever isso hoje é uma soma incalculável de mostras de tanta infelicidade a minha volta, tanta dor, às vezes, tanto sofrimento interior. Também das minhas dores, não me excluo disso. Mas talvez esteja mais consciente agora do que antes.</span></p>
<p><span style="color: #008080;">E é por isso mesmo que faço um convite, por que não? Não há nada a perder, pelo contrário!</span></p>
<p><span style="color: #008080;">Se as coisas não andam como você deseja, que tal fazer uma passeata interior, entrar em greve de “vida” e gritar para você mesmo ou mesma:</span></p>
<p><span style="color: #008080;">QUERO MEUS DIREITOS DE VOLTA!</span></p>
<p><span style="color: #008080;">O melhor da história é que eles estão ao seu alcance, é só você se dar conta disso&#8230; e tomar as atitudes corretas. Quem sabe, sua vida dê uma reviravolta saudável a partir daí e, se você não está bem, é hora de começar a escrever o seu novo conto, seu verdadeiro conto de vida.</span></p>
<p><span style="color: #008080;">Muitas vezes, a mudança nem se dá no cotidiano exterior. O mais importante é o que vai na sua alma. Outras vezes, a mudança é mesmo total e muda tudo: o de fora para mudar o de dentro. Foi assim que aconteceu comigo. Mas não importa qual seja o seu caminho. Você veio com o direito de ser feliz. O problema é saber encontrar como&#8230; e&#8230; quem sabe, é bem mais fácil do que você imagina. Simplifique. A grande e maior sabedoria é tão simples que, muitas vezes, não conseguimos alcançá-la!&#8230; Não se iluda, ouça sua voz interior. Seja fiel a ela. É uma boa pista. Talvez a melhor.</span></p>
<p><span style="color: #008080;">Tente. Quem sabe a felicidade esteja a sua porta, na porta interior de sua alma. Ninguém usurpa os direitos de alma de ninguém. Se não os tem, ou melhor, se não os percebe vivos, faço este convite, de amiga, de mãe, de irmã, de alguém que te quer ver feliz porque também lutou por preservar a própria felicidade.</span></p>
<p><span style="color: #008080;">Lute por você: tenha seus direitos de volta!</span></p>
<p><span style="color: #008080;">Lutar por eles foi, um dia, o mais importante e verdadeiro conto da minha vida.<br />
</span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Afinal, o que é Jikiden Reiki?</title>
		<link>http://www.portaldereiki.com.br/blog/2010/10/afinal-o-que-e-jikiden-reiki/</link>
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		<pubDate>Sun, 03 Oct 2010 01:34:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eulalia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Jikiden é o nome dado por Chiyoko Yamaguchi Sensei e Tadao Yamaguchi Sensei (dois japoneses, mãe e filho) que significa &#8220;ensinar exatamente como meu mestre me ensinou&#8221;. Assim, a palavra Jikiden é usada não apenas para o Reiki, mas para todas as &#8220;artes&#8221; japonesas comprometidas com a manutenção e tradição tal como foi concebida por seu fundador/idealizador. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_471" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a rel="attachment wp-att-471" href="http://www.portaldereiki.com.br/blog/2010/10/afinal-o-que-e-jikiden-reiki/foto-chiyoko-sensei-1-2/"><img class="size-thumbnail wp-image-471" title=" Chiyoko Sensei " src="http://www.portaldereiki.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/Foto-Chiyoko-Sensei-11-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Chiyoko Sensei </p></div>
<p>Jikiden é o nome dado por Chiyoko Yamaguchi Sensei e Tadao Yamaguchi Sensei (dois japoneses, mãe e filho) que significa <em>&#8220;ensinar exatamente como meu mestre me ensinou&#8221;.</em> Assim, a palavra Jikiden é usada não apenas para o Reiki, mas para todas as &#8220;artes&#8221; japonesas comprometidas com a manutenção e tradição tal como foi concebida por seu fundador/idealizador.</p>
<p>No caso do Reiki, o que aconteceu é que Mikao Usui formou 20 Shihans (20 pessoas que teriam o direito de ensinar Reiki após sua morte). Desses 20, destacamos  Hayashi Sensei, que era médico e que por, razões históricas  foi estimulado pelo Mikao Usui Sensei a fundar uma clínica-escola de Reiki e passou a divulgar a técnica. Os motivos que levaram Dr. Hayashi a tomar essa atitude decorre que uma longa história que não cabe ser contada aqui, mas, em resumo, é bom observar que, naquela época, qualquer método ligado a cura foi proibido e perseguido, no Japão, inclusive e principalmente pelo Imperador.  Sendo médico, no entanto, Hayashi Sensei pode, livremente, não apenas aplicar Reiki em seus clientes, como criar uma escola para ensiná-lo. Daí a solicitação de Mikao Usui, já que ele era o único médico do grupo. Estaria assim, preservada tanto a prática, quanto o ensinamento, se houvesse algum impecilho por parte dos outros Shihans.</p>
<div id="attachment_476" class="wp-caption alignright" style="width: 71px"><a rel="attachment wp-att-476" href="http://www.portaldereiki.com.br/blog/2010/10/afinal-o-que-e-jikiden-reiki/foto-hayashi-sensei/"><img class="size-full wp-image-476" title="Foto Hayashi Sensei" src="http://www.portaldereiki.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/Foto-Hayashi-Sensei.jpg" alt="" width="61" height="87" /></a><p class="wp-caption-text">Hayashi Sensei</p></div>
<p>Após a morte de Mikao Usui Sensei, os outros Shihans se recolheram numa Associação e não foram divulgadores como Hayashi Sensei. Isto também leva a uma outra história, que poderei descrever em outro artigo. O fato é que Hayasshi Sensei teve muitos alunos, todos no Japão e no Havai. Dentre esses alunos, estava Takata Sensei, havaiana, filha de japoneses. Um outra aluna que ficou afastada do conhecimento público até 1998 (!!!) foi Chiyoko Yamaguchi Sensei.</p>
<p>Takata Sensei, depois da segunda guerra foi para os EUA e de lá o Reiki espalhou-se para todo o Ocidente. Espalhou-se tanto que até japoneses vieram fazer curso deste lado do mundo, achando que o Reiki tinha desaparecido do Japão. Depois da guerra, não havia noticia de que o Reiki tivesse sobrevivido naquele país. Então, o Reiki conhecido aqui era todo proveniente dos ensinamentos de Takata Sensei e de seus sucessores.</p>
<p>Ocorre que este Reiki, embora tenha as mesmas bases (afinal, Takata Sensei e Chiyoko Sensei foram alunas do mesmo mestre, o Dr. Hayasshi, por sua vez, aluno direto de Mikao Usui!), podemos dizer que o Reiki advindo de Takata Sensei sofreu muitas alterações, por influência da cultura ocidental e por outras razões que ainda não conhecemos de todo. Por outro lado, também foram perdidas outras informações e ensinamentos, não sabemos bem por quê, mas talvez mesmo por influência da cultura, em sua maioria, ou pela impossibilidade de serem aplicados procedimentos muito tipicamente advindos da cultura japonesa, nos EUA, após a guerra.  Esta é uma parte da história que ainda está sendo cuidadosamente pesquisada. O fato é que todas essas circunstâncias não tiraram o valor do Reiki Ocidental (já que a base é a mesma), mas ele perdeu caracterísitcas originais de suma importância, não apenas pelas modificações, como por perda de informações.</p>
<p>Em torno de 1998, Chiyoko Yamaguchi Sensei foi descoberta, por acaso (a história é também bem longa, pretexto para outro artigo). Ela era muito culta e morava numa aldeia no interior do Japão. Jamais deixou de fazer Reiki, mas o conhecimento estava restrito a sua família. Nunca teve intenção de ensinar. Ela não precisava trabalhar e se dedicava aos afazeres domésticos e a ajudar, através do Reiki, as pessoas que a procuravam, que eram muitas.</p>
<div id="attachment_477" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a rel="attachment wp-att-477" href="http://www.portaldereiki.com.br/blog/2010/10/afinal-o-que-e-jikiden-reiki/foto-tadao-sensei/"><img class="size-thumbnail wp-image-477" title="Foto Tadao Sensei" src="http://www.portaldereiki.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/Foto-Tadao-Sensei-150x120.jpg" alt="" width="150" height="120" /></a><p class="wp-caption-text">Tadao Sensei</p></div>
<p>Em um dos vídeos que tive oportunidade de assistir, no curso que realizei com Tadao Sensei, neste ano, em Bogotá, ela fez um depoimento de que , nos 63 anos em que viveu depois de ter conhecido o Reiki, o usou continua e diariamente, como parte de seu ser.</p>
<p>Quando foi descoberta, tanto o Ocidente ficou muito admirado por ela existir quanto ela mesma ficou admirada ao saber que havia Reiki no Ocidente. Só que ao ver como era o &#8220;nosso&#8221; Reiki ela admirou-se dizendo que era diferente do que ela fazia, bem como muitas coisas tinham sido acrescentadas e, outras, perdidas.</p>
<p>Foi um custo convencê-la a ensinar o que tinha aprendido diretamente de  Hayashi Sensei, ou seja, o Reiki &#8220;original&#8221; dado pelo Dr. Hayashi. Após, no entanto, ver como muitas coisas tinham se perdido ou modificado, ela acabou concordando. Logo a seguir, fundou o Instituto de Jikiden Reiki, com seu filho Tadao Sensei, dizendo que se comprometia a ensinar exatamente como aprendeu de Hayashi Sensei.</p>
<div id="attachment_481" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a rel="attachment wp-att-481" href="http://www.portaldereiki.com.br/blog/2010/10/afinal-o-que-e-jikiden-reiki/foto-arjava-e-eu-teste-para-blog-2/"><img class="size-thumbnail wp-image-481" title="Foto Arjava e eu teste para blog" src="http://www.portaldereiki.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/Foto-Arjava-e-eu-teste-para-blog1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Arjava Sensei e eu, em uma de minhas reciclagens do Curso de Jikiden Reiki</p></div>
<p>Seus cursos, no entanto eram dados apenas a quem falasse japones, pois ela só falava esta língua e tinha medo de más interpretações de tradução, o que desvirtuaria a técnica. Meu mestre Arjava Petter é alemão, mas fala japonês fluentemente e pôde fazer o curso &#8211; foi assim que o Jikiden chegou a mim.<a rel="attachment wp-att-480" href="http://www.portaldereiki.com.br/blog/2010/10/afinal-o-que-e-jikiden-reiki/foto-arjava-e-eu-teste-para-blog/"></a></p>
<p> Atualmente, após a morte de Yamaguchi Sensei, em 2003, o representante do Instituto é seu filho Tadao Sensei. Dada a incondicional dedicação de Arjava Petter Sensei, por todos esses anos, em maio deste ano, ele foi nomeado vice-representante do Instituto, o que quer dizer que, na falta de Tadao Sensei, é ele quem responde pelo Jikiden Reiki em todo o mundo. Considero estes dois (Tadao e Petter) as pessoas que mais entendem de Jikiden Reiki no mundo, neste momento.</p>
<p>Fiéis às condições originais que levaram Chiyoko Sensei a aceitar ensinar Reiki, o Instituto de Jikiden assumiu as condições impostas por ela para levar adiante seus ensinamentos. Em termos gerais, podemos resumir desta forma:</p>
<p>1) o aluno que faz o curso se compromete a guardar os ensinamentos para si mesmo, pois apenas os instrutores qualificados pelo Instituto tem permissão para divulgar esse conhecimento. O objetivo é o de que o que se ensina não seja modificado e a tradição possa continuar viva. Isto é muito comum no modo de pensar japonês.</p>
<p>2) Os instrutores não tem permissão de divulgar publicamente o que sabem para não acontecer como no Reiki Ocidental que acabou sendo modificado a cada passo (de fato, na internet achamos, agora, vários tipos de Reiki, cada um com características próprias: Reiki tradicional, Reiki Kahuna e Reiki Karuna, Reiki Aché, Reiki Espada, Reiki da Deusa, Rainbow Reiki, para citar apenas alguns).</p>
<p>3) O Instittuto de Jikiden Reiki não é contra o Reiki Ocidental. Pelo contrário, afirma que, se a base é a mesma, todos tem o seu valor. Apenas não deseja que o que é ensinado pelo Instituto seja modificado para que possamos ter vivo o Reiki tal como foi concebido. Para isso, é preciso disciplina e rigor no ensinamento e cuidado com a divulgação. A divulgação da técnica, então, é feita só nos cursos, para os alunos que se dispoem a aprendê-la tal como foi concebida.</p>
<p>4) a formação do terapeuta conserva a formação dos níveis do Reiki original, tal como foi ensinado a ela pelo Hayashi Sensei: Shoden (nível do iniciante) e Okuden (nível do ensinamento mais avançado). Com estes dois níveis, o aluno aprende todas as técnicas terapêuticas, inclusive as do Reiki à distância. Outros níveis são direcionados aos que entram no caminho dos instrutores:</p>
<p> a) após longo aprendizado e cumprir uma série de requisitos, é possível formar-se como Shiham kaku (assistente do instrutor). O Shihan Kaku tem autorização de ensinar o nível Shoden;</p>
<p>b) após cumprir outros requisitos, o Shihan Kaku aguarda a autorização para atuar como Shihan. Esta autorização era dada, até maio, apenas pelo Tadao Sensei. A partir de maio, passou a ser concedida também por Arjava Petter Sensei, seu único substituto, no Instituto Jikiden Reiki.</p>
<p>c) Apenas Tadao Sensei e Arjava Petter Sensei podem formar Shihans-Kakus e Shihans.</p>
<p>Em termos gerais,creio ter conseguido apresentar o que é Jikiden Reiki, como funciona e como se apresenta acadêmica e administrativamente.</p>
<p>O que posso dizer é que eu o aprendi e o estudo continuamente, desde 2006. Como experiência pessoal, embora também ache que o Reiki Ocidental tem o seu valor inestimável (!!!), percebi que minha atividade terapêutica está mais consistente e tem resultados incríveis. Isto não quer dizer que seja melhor. Apenas aprendi coisas que estavam perdidas e deixei de fazer coisas desnecessárias. Em suma, é como se eu me sentisse trabalhando com a energia de forma mais direta e consistente.</p>
<p>Como trabalho com Reiki desde 1998, para mim é mais fácil ver a diferença do que aconteceu com o meu modo particular de trabalhar com Reiki.</p>
<p>Reafirmo que isso não desmerece em nada o Reiki Ocidental. Se eu achasse isso, não estaria sendo honesta com meus alunos e,  principalmente, comigo mesma, por continuar a ensiná-lo também.Apenas percebo que nem todos querem um curso de nível I de três dias e com mais profundidade. Mesmo assim, como há procedimentos do Jikiden Reiki que o próprio Instituto trouxe a público (como o uso do byosen, por exemplo), sempre que posso, introduzo noções em meus cursos de base ocidental, tal o valor que percebo estarem contidos ali.</p>
<p>Em termos gerais, esta é a concepção do Jikiden Reiki. Aos mais interessados, sugiro acessar o link do meu site sobre o assunto, que contem mais algumas informações:</p>
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		<title>Poderia o Reiki ser descrito cientificamente?</title>
		<link>http://www.portaldereiki.com.br/blog/2010/07/poderia-o-reiki-ser-descrito-cientificamente/</link>
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		<pubDate>Sat, 31 Jul 2010 13:50:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eulalia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Eulalia Fernandes &#8220;Se perguntarmos a um físico por que um sapo pula, ele não saberá responder. Mas se lhe dissermos como se constitui um sapo, como são suas moléculas, como se posicionam seus nervos, etc, ele terá base para resolver a questão&#8221; (Feynman, 1999, 110). Do mesmo modo, para que possamos descrever as características e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">Eulalia Fernandes</p>
<p><em>&#8220;Se perguntarmos a um físico por que um sapo pula, ele não saberá responder. Mas se lhe dissermos como se constitui um sapo, como são suas moléculas, como se posicionam seus nervos, etc, ele terá base para resolver a questão&#8221;</em> (Feynman, 1999, 110). Do mesmo modo, para que possamos descrever as características e o funcionamento do Reiki, é necessário que as questões propostas possam ser colocadas de uma forma que permita ao reikiano ter subsídios de pesquisa partindo do seu campo de atuação. Os dados são específicos a seu campo de saber e, na maioria das vezes, não são tão “objetivos” como determina o cartesianismo acadêmico, mas isso não quer dizer que a metodologia de análise não possa ser científica. Afinal, quantos campos de saber não conhecidos ou reconhecidos em sua época foram condenados como desclassificáveis, no decorrer da história da humanidade, até que os homens os aceitassem como plausíveis e factíveis?</p>
<p>Mas o que geralmente se propõe a um reikiano são perguntas como: <em>“o Reiki cura câncer?”.</em> Assim como seria impossível propor a um físico responder simplesmente por que um sapo pula, é impossível pedir a um reikiano que responda a esta questão. Isto porque as propostas de análise do terapeuta reikiano não estão voltadas ao campo da doença, campo que não lhe cabe dominar, a não ser que, além de reikiano, seja também um médico. Como terapeuta holístico, que é o que caracteriza o <em>status </em>funcional de um reikiano, não está prescrita a possibilidade de responder ao domínio de um campo que não lhe pertence, assim como ao físico não cabe responder a perguntas, se não lhe derem os dados necessários à resolução das questões que lhe são propostas. Se, no entanto, a questão for colocada dando-lhe subsídios para perceber, analisar e entender a causas de desequilíbrios energéticos de uma pessoa da qual a medicina tradicional tem um diagnostico de câncer, então, sim, ele terá condições para supor as causas de desequilíbrios (geralmente baseadas em emoções negativas, como a mágoa, o sentimento de perda, a rejeição, o abandono, a tristeza profunda e outros padrões emocionais) que provocam o adensamento energético de tal desequilíbrio no nível físico. Baseado nisso &#8211; porque este é o seu campo de saber -, poderá, então, supor o quanto de empenho no  restabelecimento dos centros energéticos é necessário, bem como que tipos de energia poderiam ser propícios para a recomposição desses campos energéticos, embora não lhe caiba assegurar a recomposição deste reequilíbrio nem, evidentemente, o restabelecimento da saúde. As razões desta suposição estão pautadas nas descrições de como um terapeuta holístico atua e quais as funções que lhe cabem analisar. Isso não quer dizer que ele esteja empenhado em enveredar-se pelo campo da medicina. Muito pelo contrário: não lhe cabem estas incursões, do mesmo modo que não cabe ao físico explicar por que o sapo pula. Assim, a não ser que dêem ao físico ou ao reikiano subsídios próprios a seus campos de saber, estas questões não podem ser analisadas ou resolvidas. Em outros termos, um reikiano voltado a estudos e pesquisas estará empenhado em resolver as questões que lhe são colocadas em sua linguagem específica e pautadas não apenas em seus conhecimentos, mas, principalmente, na visão que lhe é permitida à análise do mundo que o cerca.</p>
<p>No entanto, o que estabelece a diferença entre a aceitação da descrição do físico e da descrição do terapeuta reikiano  é que , de modo geral, os leitores que analisam uma resposta de um físico prontamente a reconhecem como válida, apenas pelo <em>status</em> a ele conferido pela sociedade científica. Uma resposta de um terapeuta reikiano, ainda que pautada em análises objetivas e consistentes de descrição de casos terapêuticos, dificilmente é aceita como resposta plausível, mesmo que os resultados de sua atuação e suas pesquisas em nada desmereçam os critérios metodológicos utilizados para o alcance de suas metas e mesmo que suas descrições em muito se assemelhem às de um físico, que só descreve <em>“por que um sapo pula”</em>, se estiver em consonância com a adequação dos dados que lhe são fornecidos.</p>
<p>Por que será que isto se dá desta forma?</p>
<p>O que posso supor é que, se um reikiano diz que não pode responder a perguntas como a que foi citada acima, sua terapia quase sempre é criticada como algo que, então, nada acrescenta a qualquer tratamento, mesmo quando se coloca como terapia complementar (que é o que caracteriza a terapia holística).  Respostas evasivas são permitidas à medicina:  <em>“não podemos dizer mais nada a respeito desse caso; fizemos o que estava a nosso alcance”</em>. Mas se uma resposta a este nível é dada pela terapia holística, como por exemplo: <em>“cabe-nos trabalhar a energia que provoca este estado de desequilíbrio e cabe ao receptor trabalhar esta energia e metabolizá-la a seu favor</em>”, somos imediatamente condenados como pessoas que se pautam em respostas consideradas vazias, pois, <em>“Afinal, então, para que servem essas terapias?”</em> ou <em>“Por que você perde tempo e dinheiro com isso? Nada pode ser provado em torno desse tipo de</em> <em>tratamento&#8230;&#8221;</em></p>
<p>O trabalho terapêutico do reikiano, bem como a do terapeuta holístico, em geral, volta-se para a reconquista de um equilíbrio perdido ou para a manutenção deste equilíbrio e não poderá prescindir da real predisposição da pessoa afetada para a reconquista da sua saúde, ou seja, trabalhar as energias que geraram esse desequilíbrio. Neste sentido, as energias terapêuticas do Reiki são bastante propícias para ajudar a trabalhar os corpos físico, emocional e mental, como veremos em outros artigos. </p>
<p>O que importa ressaltar, aqui, é que não cabe ao reikiano simplesmente responder se <em>“o câncer tem cura”</em> porque uma resposta direta, nesse sentido, foge a seu campo de saber. Estas questões se baseiam em causas que apresentam inúmeras variáveis, tal como acontece com a maioria das ciências. E, como ocorre com os cientistas que procuram por suas respostas, o reikiano também vê, em cada caso, um universo de pesquisa e não uma fórmula mística a ser respondida indiferenciadamente.</p>
<p>De qualquer forma, a descrição dos fenômenos científicos, muitas vezes, tolera respostas evasivas, pois o que verificamos é que, na descrição desses fenômenos (destaco a Física, por exemplo), os experimentos seguem uma “belíssima” linha de raciocínio, num padrão que a linguagem científica atual está habituada a aceitar.</p>
<p>É comum aos físicos, portanto, dizerem, com freqüência, que uma questão qualquer, em análise, talvez não apresente uma resposta verdadeira, pois, afinal, a <em>“natureza não tem de concordar com o nosso raciocínio” (Feynmam, 1999, 124). </em>Alguns dos pressupostos podem estar errados ou é possível que se tenha cometido um erro de raciocínio, de modo que é sempre necessário verificar. </p>
<p> Tal tolerância, no entanto, de modo geral, não é concedida a uma descrição terapêutica reikiana, pelo simples fato de que é comum não aceitar que um reikiano também seja capaz de usar metodologia científica para descrever seus dados. O problema se dá, portanto, não apenas porque seus dados, quase sempre, fogem a um conhecimento tradicionalmente científico, mas porque dificilmente, a sociedade científica está disposta a reconhecer, a priori, que isto também pode ser feito.</p>
<p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p>
<p>FEYNMAN, R. P. Física em seis lições. Rio de Janeiro, Ediouro, 1999.</p>
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		<title>Sobre a terapia holística &#8211; introdução</title>
		<link>http://www.portaldereiki.com.br/blog/2010/06/sobre-a-terapia-holistica-introducao/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Jun 2010 23:30:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eulalia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[  Eulalia Fernandes O pensamento ocidental, voltado para a interpretação do ser humano, contemplou essencialmente uma visão baseada no racionalismo, segundo a qual tratar da saúde e da qualidade de vida representava saber “decodificar a máquina humana” em seus mais variados aspectos. Em outros termos, restringiu-se a tratar das funções, dos sistemas e de todos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td> </td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: right;"><strong>Eulalia Fernandes</strong></p>
<p>O pensamento ocidental, voltado para a interpretação do ser humano, contemplou essencialmente uma visão baseada no racionalismo, segundo a qual tratar da saúde e da qualidade de vida representava saber “decodificar a máquina humana” em seus mais variados aspectos. Em outros termos, restringiu-se a tratar das funções, dos sistemas e de todos os outros componentes que constituem a matéria física, em suas particularidades e especialidades.</p>
<p>Nos últimos anos, no entanto, principalmente na última década, estudos e pesquisas têm-se sensibilizado no sentido de voltar sua atenção para outros enfoques, e a própria Ciência passou a buscar entender o homem sob outros aspectos. Esta nova lógica de interpretação está, finalmente, em desenvolvimento, sob a responsabilidade de estudiosos que, em diversos campos do saber, seja na área científica, tecnológica ou das ciências humanas, buscam referir-se às questões que envolvem o ser humano, sob novas bases de conhecimento. A terapia holística inclui-se entre estes novos saberes.  Particularmente, visa buscar a saúde e a qualidade de vida contemplando o ser humano como um todo, que é o que significa o termo ‘holístico’, palavra proveniente do étimo grego &#8217;holos&#8217; (todo).</p>
<p>Assim, nos termos de Pierre Weil (1990), poderíamos dizer que <em>“uma visão holística do homem é uma visão que se refere ao conjunto, ao todo, em suas relações com as partes, à inteireza de todos os seres”</em>.</p>
<p>Em 1931, na primeira edição do livro “<em>O segredo da flor de ouro</em>”, escrito em parceria com Wilhelm, Jung já alertava para as questões que envolviam os estudos científicos na interpretação do homem:</p>
<p><em>A ciência não é um instrumento perfeito, mas nem por isso deixa de ser um utensílio excelente e inestimável, que só causa dano quando é tomado como um fim em si mesmo. A ciência deve servir e erra somente quando pretende usurpar o trono. Deve, inclusive, servir às ciências adjuntas, pois devido a sua insuficiência, e por isso mesmo, necessita de apoio das demais. A ciência é um instrumento do espírito ocidental e com ela se abrem mais portas do que com as mãos vazias. É a modalidade da nossa compreensão e só obscurece a vista quando reivindica para si o privilégio de constituir a única maneira adequada de apreender as coisas.</em> (2001,24)<em></em></p>
<p>Este enfoque sobre a visão do científico e do homem impulsiona os aspectos teóricos fundamentais da terapia holística. Colocarmos a ciência ao lado e não adiante nem atrás na análise do conhecimento do homem é, a nosso ver, cumprir adequadamente a função de prestigiar o enfoque holístico sobre as questões universais. É, assim, agrupar, nas palavras de Weil (1990, 27), os quatro campos do conhecimento moderno (arte, religião, ciência e filosofia), tornando possível reunir as funções psicológicas no plano individual, através de terapias ocidentais e orientais e admitir uma abordagem holística do real através:</p>
<ul>
<li><em>da transformação individual graças à identificação e à dissolução dos obstáculos do plano humano;</em></li>
<li><em>do fornecimento de um apoio para a transformação cultural no plano da sociedade a partir de uma harmonia entre o homem e todos os outros seres;</em></li>
<li><em>do retorno a uma relação harmoniosa com a natureza e o universo em geral.</em></li>
</ul>
<p>Pautando-se nestes princípios e sem a intenção de substituir os métodos tradicionais, os estudos que envolvem a terapia holística propõem apresentar possibilidades de descrever, analisar e cuidar do ser humano, buscando entender, restaurar ou preservar sua saúde e a qualidade de vida.</p>
<p>É sob esta visão que vemos enquadrar-se o terapeuta holístico. Para alcançar este objetivo, o trabalho do terapeuta junto a seu cliente é o de perceber continuamente o conflito mental ou emocional mais evidente e buscar os recursos que possam ajudá-lo a superar este estado e, ao mesmo tempo que estimula a sua coragem de recuperar-se, deixar que a força interior do próprio cliente atue sobre ele mesmo, pois <em>“todo verdadeiro conhecimento vem apenas de dentro de nós mesmos, através da comunicação silenciosa com a alma”</em> (Bach, 1991, 197).</p>
<p> Todas essas questões que tratam direta ou indiretamente da busca pelo conhecimento de si mesmo encontram, na terapia holística, uma força complementar para a transmutação de estados energéticos mentais e emocionais que são a sede do equilíbrio interior. O ser humano, como tudo na natureza é composto de energia e, por isso, está em constante troca com o ambiente que o cerca. Os padrões energéticos tanto do indivíduo quanto do ambiente que o cerca influenciam-se mutuamente podendo provocar tanto desarmonia e conflito quanto harmonia e desenvolvimento interior. Os corpos mais sutis, responsáveis pelos padrões dos níveis mental e emocional, funcionam em constante mutação, o que provoca uma constante transformação da energia. O que determina a qualidade dessa transformação é a qualidade dos pensamentos e das emoções geradas pela pessoa. Assim, a terapia holística procura recursos que ajudem os indivíduos no resgate ou na manutenção de padrões mais harmônicos que possam beneficiar e facilitar a recuperação ou manutenção do equilíbrio interior.</p>
<p>Os artigos que pretendo postar neste blog tratarão da análise e da extensão desse conhecimento, propiciando ao leitor, sempre que assim o desejar, a observação, a análise e a qualificação desse saber.</p>
<p> <strong>Referências bibliográficas</strong></p>
<ol>
<li>BACH, Edward. A terapia floral: escritos selecionados de Edward Bach – sua filosofia, pesquisas, remédios, vida e obra. São Paulo, Ground, 9 ed., 1991.</li>
<li>JUNG, C. et WILHELM, R. O segredo da flor de ouro.Petrópolis, Vozes, 11 ed., 2001.</li>
<li>WEIL, Pierre. Holística: uma nova visão e abordagem do real. São Paulo, Palas Athenas, 1990. <strong></strong></li>
</ol>
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